O ex-diretor de campanha de Donald Trump, Paul Manafort, entregou-se esta segunda-feira ao procurador que investiga a alegada interferência russa nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Também o seu antigo sócio, Rick Gates, se entregou esta segunda-feira às autoridades.

Segundo a CNN, ambos estão indiciados pela prática de crimes como branqueamento de capitais, fraude fiscal, falso testemunho e conspiração contra os Estados Unidos.

Robert Mueller, o procurador do Departamento de Justiça que investiga a alegada interferência russa nas presidenciais, acredita que Paul Manafort "lavou" mais de 18 milhões de dólares.

"Manafort usou a sua riqueza oculta no estrangeiro para desfrutar de uma vida de luxo nos Estados Unidos sem pagar impostos sobre esse rendimento", diz a acusação, citada pelo The New York Times.

Antes de se tornar diretor de campanha de Trump, Paul Manafort foi consultor do ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovych. A sua proximidade com a Rússia e Vladimir Putin provocou polémica e o seu afastamento do cargo.

Ainda este domingo, Donald Trump utilizou o Twitter para se queixar de uma "caça às bruxas" em relação a este caso, acusando os democratas de quererem desviar as atenções das suas medidas.