O presidente do Senado, Renan Calheiros, decidiu, esta segunda-feira, manter o processo do pedido de impeachment (destituição) da Presidente Dilma Rousseff, qualificando a decisão de anular as sessões da Câmara dos Deputados como "intempestiva".

O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, tinha anulado as sessões do pedido de destituição da Presidente Dilma Rousseff na Câmara Baixa.

Em comunicado enviado à imprensa esta segunda-feira, o presidente interino da Câmara alegou que “ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão”, nomeadamente a orientação de voto dada por algumas bancadas.

Waldir Maranhão alega ainda que o resultado da votação deveria ter sido enviado ao senado através de uma resolução e não por ofício.

Dilma Rousseff soube da decisão através do telemóvel durante uma cerimónia no Palácio do Planalto e pediu cautela nas reações ao anúncio. A presidente do Brasil afirmou ainda que sobre o que qualifica como "golpe frio" contra o qual diz estar disposta "a lutar até ao fim".

Numa intervenção no Senado (Câmara Alta), Renan Calheiros questionou não só o teor da anulação, mas também o formato, explicando que a decisão lhe chegou através de ofício, quando deveria ter sido através de uma resolução.

sim ao impeachment, ou seja, à destituição da Presidente Dilma Rousseff venceu na votação da Câmara dos Deputados. O resultado ficou fechado com 367 votos a favor e 137 contra.