Os restaurantes franceses que sirvam mais de 180 refeições estão obrigados, desde o dia 1 de janeiro, a entregar os restos aos clientes, quando solicitados. Para tal, os estabelecimentos têm de ter embalagens próprias para tal.
 
É, muitas vezes, apelidado do “saquinho do cão”. Os restos que ficam travessas e que vão para o animal de estimação ou para comer no dia seguinte.
 
Os franceses não têm esta tradição, muito por culpa do estigma social de parecer mal comer os restos no dia seguinte.
 
A medida está a gerar, por isso, algum ceticismo e curiosidade. Segundo o Telegraph, 75 por cento dos franceses estão de bem com a medida, embora 70 por cento nunca tenha levado o “saquinho do cão” para casa.
 
Em França, todos os anos, vão para o lixo sete milhões de toneladas de comida, quando três milhões e meio de pessoas dependem da caridade para comer.
 
Esta medida contra o desperdício alimentar faz parte de um pacote legislativo maior, que passa também pela obrigatoriedade dos grandes supermercados entregarem os bens não vendidos para instituições de solidariedade.