Notícia atualizada às 15:10

 

Um deslizamento de terras no Sri Lanka provocou, esta quarta-feira, pelo menos 100 mortos. Há ainda cerca de 200 desaparecidos porque 140 casas na região de Badulla foram engolidas pelas terras, que não suportaram o peso das águas das chuvas que têm caído nos últimos dias.

 

O deslizamento de terras atingiu a aldeia de Haldummulla, localizada a 190 km da capital, uma área de cultivo de chá. 

 

«Acreditam-se que morreram cerca de 100 pessoas», disse Mahinda Amaraweera, ministra da Gestão de Desastres, à Reuters, que informou que tinha desaparecido uma área de três quilómetros.

 

Há locais com nove metros de altura de lama, acrescenta a France Press.

 

«Suspendemos as operações de resgate por causa da escuridão e intempéries. Há também uma ameaça de agravamento de deslizamentos de terra», acrescentou Mahinda.

 

Todos os meios de socorro possíveis, do exército e Força Aérea aos bombeiros, estão a concentrar-se no local, na corrida contra o tempo para encontrar sobreviventes debaixo da lama e destroços, mas as estradas e autoestradas foram afetadas pelas chuvas das monções.

 

Os moradores foram aconselhados, em 2005 e 2012, a afastarem-se por causa da ameaça de deslizamentos de terra, mas muitos não atenderam ao aviso.

 

Houve uma série de deslizamentos de terra desde o início das fortes chuvas, em meados de setembro, causando danos nas estradas, mas ainda não tinha havido vítimas.

 

Algumas estradas nos distritos centrais de Kandy, Nuwara Eliya, e Badulla foram bloqueadas devido aos deslizamentos de terra, limitando o transporte público.

 

Mahinda Rajapaksa, o Presidente, twittou que as máquinas militares tinham sido mobilizadas para acelerar as operações de busca e salvamento.

 

 

As pessoas que vivem na área montanhosa afetada são, na sua maioria, de origem indiana. São descendentes dos trabalhadores trazidos para o Sri Lanka, do sul da Índia sob domínio britânico, mão-de-obra barata para trabalhar em plantações de chá, borracha e café.