Há entre 10 a 20 desaparecidos nos escombros na sequência do colapso da ponte Morandi, em Génova, assumiu o procurador Francesco Cozzi, nesta quinta-feira, no terceiro dia de buscas.

O número era até agora desconhecido, foi avançado pelo procurador de Génova à agência Reuters e tem por base as informações dos familiares que não conseguem entrar em contacto com as supostas vítimas e ainda o número de veículos que circularia na ponte no momento do incidente.

O colapso da ponte fez, até ao momento, 38 mortos identificados e 15 feridos, nove dos quais em estado grave, segundo o último balanço oficial da prefeitura de Génova, que reviu o número. Entre as vítimas mortais há crianças e cidadãos estrangeiros.

O anterior balanço apontava para 39 mortos, sendo que duas vítimas estavam por identificar.

"Número vai aumentar"

O Governo de Itália admitiu também que será “inevitável” que o número de mortos na sequência da queda de uma ponte na terça-feira em Génova aumente à medida que os trabalhos de resgate prosseguem no terreno.

Infelizmente, o número vai aumentar, é inevitável”, afirmou o vice-primeiro-ministro e ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, em declarações à comunicação social, numa altura em que as equipas de resgate continuam à procura de vítimas nos escombros da ponte Morandi.

As autoridades italianas estão a planear um funeral de Estado para todas as vítimas mortais, cerimónia que irá decorrer no sábado naquela cidade portuária no noroeste de Itália.

Nesse mesmo dia será cumprido um dia de luto nacional.

O serviço religioso será realizado num pavilhão e será presidido pelo arcebispo de Génova, cardeal Angelo Bagnasco.