A empresa de cosméticos Lancôme fechou alguns dos seus espaços comerciais em Hong Kong perante a marcação de protestos por a marca ter cancelado um concerto de uma cantora local crítica da China.

O balcão de venda da marca no maior centro comercial de Times Square, em Hong Kong, foi encerrado, assim como o centro de beleza que a marca possui no mesmo edifício, depois de se saber que foi convocado um protesto para a tarde nas imediações.

O organizadores do protesto avisaram que que poderão promover outras iniciativas se não houver resposta da marca, que faz parte do grupo L'Oréal.

O objetivo deste protesto é mostrar ao mundo que devemos manter-nos juntos e, através do boicote [aos seus produtos], mostrar à Lancôme e à L'Oréal que não se podem focar apenas no mercado chinês", afirmou Avery Ng, da Liga dos Sociais-Democratas, um dos 12 grupos que planeiam juntar-se ao protesto agendado para esta quarta-feira.

Os escritórios da L'Oréal em Hong Kong estão também encerrados e os meios de comunicação locais referem que os funcionários da empresa receberam uma nota interna na terça-feira a dizer-lhes para tirarem folga hoje.

Na terça-feira, a cantora Denise Ho pediu explicações à marca francesa por a Lancôme lhe ter cancelado um concerto, alegadamente devido às suas convicções políticas.

O concerto promocional, agendado para dia 19, foi cancelado após reações negativas nas redes sociais da China continental ao apoio de Ho ao Tibete e a movimentos pró-democracia como o Occupy Central (de Hong Kong).

Em comunicado, Ho considerou a situação “extremamente lamentável”, indicando estar a ser castigada por defender os seus direitos e afirmar as suas convicções.