«Os alunos queriam ir para casa. Começaram logo a perguntar: "Professora, mas vamos ficar até quando?"», relatou.






«Inicialmente não sabíamos se havíamos de dizer e percebemos que era melhor explicar, mas não explicámos os pormenores porque também não os tínhamos», descreveu a professora, sublinhando que, apesar de proibido, «é muito fácil um aluno ligar o telemóvel e tentar perceber o que se está a passar».




Ambiente de «tristeza, emoção e medo»

«Os miúdos falam-me de questões de insegurança, têm medo daquilo que possa vir a acontecer. Não se sentem 100 por cento livres. Têm medo de andar na rua, de ir a alguns sítios. Há, sobretudo, uma certa instabilidade que não havia antes dos ataques acontecerem», descreveu a professora portuguesa.






«Claro que todos os alunos [muçulmanos] se mostram indignados com o que aconteceu e dizem que os terroristas sujam a religião muçulmana. Eles dizem que o povo islâmico é pela paz e que os muçulmanos não querem a morte de ninguém. Eles estavam indignados também porque tanta gente depois acaba por não fazer diferença entre estes terroristas extremistas e os muçulmanos», explicou.