Após oito semanas de combates, entre as tropas do governo líbio e os elementos do Daesh, aviões e drones norte-americanos fizeram raides cirúgicos contra as posições dos elementos do auto-intitulado Estado Islâmico que ainda combatem na cidade de Sirte.

Um decisivo e estratégico avanço" foi o objetivo dos ataques aéreos das forças norte-americanas a atuar sob a alçada das Nações Unidas, segundo as afirmações do porta-voz do Pentágono, Peter Cook.

Carros de combate e outros veículos do Daesh terão sido atingidos. São informações do porta-voz militar norte-americano, confirmadas também por Fayez Serraj, chefe do governo líbio suportado pelas Nações Unidas, no poder após a queda e morte do anterior presidente Mouamar Kadhafi.

Os primeiros ataques começaram hoje, contra posições em Sirte, causando enormes baixas", referiu Fayez Serraj, acrescentando ter requisitado a ofensiva: "a presidência do conselho solicitou o apoio direto dos Estados Unidos para levar a cabo ações aéreas específicas."

Perigo para a Europa 

A três mil quilómetros de Madrid e a mais trezentos de Lisboa, a cidade de Sirte fica na costa mediterrânica da Líbia, entre a capital Tripoli e Bengazi. A preocupação com as ameaças contra a Europa a partir daquela posição é um dos argumentos do governo líbio e das forças militares das Nações Unidas para tentarem pôr cobro à presença do Daesh naquele país.

Em Sirte, os fundamentalistas do Daesh - ISIS ou auto-intitulado Estado Islâmico - terão hoje poucas centenas de homens entrincheirados, segundo as estimativas dos militares norte-americanos.

Não creio que haja qualquer dúvida de que o Estado Islâmico na Lìbia está mais fraco do que estava há uns meses", afirmou o general Joseph Dunford, citado pela agência de informação Associated Press.

Segundo este elemento da cúpula militar norte-americana, os elementos do Daesh "sofreram baixas significativas na cidade de Bengazi e arredores":

Oficiais norte-americanos estimam que, no início do ano, haveria cerca de seis mil homens armados do Estado Islâmico na Síria. Um número que tem vindo a diminuir devido aos ataques das forças do governo suportado pelas Nações Unidas, que continuam a intensificar-se.