A justiça argentina emitiu um mandado de detenção da ex-presidente Cristina Kirchner, confirmou a AFP, citando uma fonte judicial. A notícia já estava a ser avançada na imprensa local.

O mandado de detenção diz respeito ao alegado encobrimento de iranianos acusados pelo atentado que matou 85 pessoas em 1994.

Cristina Kirchner será ainda destituída do cargo de senadora, que conquistou nas eleições legislativas de outubro.

A ordem foi determinada pelo juiz Carlos Bonadío, que também decretou a prisão de vários ex-funcionários governamentais ligados a Kirchner. Entre eles está o ex-chanceler Héctor Timerman, para quem foi pedida prisão domiciliar devido ao delicado estado de saúde, escreva a imprensa argentina.

Em outubro, Cristina Kirchner, que foi presidente da Argentina entre 2007 e 2015, apresentou-se à justiça e rejeitou por escrito todas as acusações. O processo foi aberto com base numa denúncia do procurador argentino Alberto Nisman, apresentada quatro dias antes de ter sido assassinado, a 18 de janeiro de 2015. Nisman era responsável pelo caso Amia e foi morto com um tiro na cabeça no apartamento em que morava em Buenos Aires, num caso que ainda está a ser investigado.