O Governo da Austrália pediu esta quarta-feira ao Presidente indonésio, Joko Widodo, clemência para dois dos seus cidadãos que estão no «corredor da morte» por narcotráfico e insistiu que não foram esgotados todos os recursos para os salvar do fuzilamento.

«Apelo ao Presidente Widodo, ao povo da Indonésia, à sua misericórdia, compaixão e perdão», disse a ministra dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Julie Bishop, em entrevista ao Canal 9 da televisão local.

Os australianos Andrew Chan, de 31 anos, e Myuran Sukumaran, de 33 anos, ambos condenados por tráfico de droga, encontram-se entre os 11 presos incluídos na nova ronda de execuções que o novo governo indonésio pretende levar a cabo e que se estima que poderá ocorrer esta semana.

«Não perderemos as esperanças», sublinhou Bishop, explicando que se pretende evitar as execuções dos dois australianos «porque ainda não se esgotaram todos os recursos».

O Presidente Widodo disse na terça-feira que nenhuma intervenção vai parar as execuções dos dois australianos nem de nenhum outro estrangeiro. Entre estes inclui-se Rodrigo Gularte, o segundo brasileiro condenado à pena de morte na Indonésia por tráfico de drogas.

Em janeiro o governo indonésio executou seis presos por tráfico de drogas, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53 anos, executado por fuzilamento, após aguardar durante 10 anos no «corredor da morte» pela aplicação da sentença a que tinha sido condenado.

Marco Archer Cardoso Moreira foi preso por tráfico de 13 quilos de cocaína em 2003 e julgado em 2004. Os pedidos de clemência feitos pelo condenado e pelo governo brasileiro foram negados.

Rodrigo Gularte, 42 anos, foi julgado e condenado em 2005, por entrar na Indonésia com seis quilos de cocaína em pranchas de surf.