A morte de uma mulher de 72 anos elevou para 11 o número de vítimas mortais da Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS), na Coreia do Sul. Esta sexta-feira foram registados quatro casos novos, mas as autoridades dizem que o pior pode ter já passado.

A última vítima contraiu a infeção no hospital a sul de Seul onde começou esta crise, há já cerca de três semanas. O primeiro caso foi o de um homem de negócios, que regressara de uma viagem pelo Médio Oriente. Desde essa altura, as autoridades sul-coreanas viram crescer a lista de pessoas afetadas para 126. 

Até ser diagnosticado, o empresário de 68 anos passou por vários estabelecimentos de saúde. Mas antes de ser determinada a origem da tosse e febre que o afetavam, espalhou a infeção. Foi o que bastou para que este surto se tornasse o mais significativo fora Arábia Saudita, onde a doença foi identificada pela primeira vez em humanos em 2012.

Os quatro novos casos registados esta sexta-feira são contudo um sinal animador, por ser o número mais baixo dos últimos onze dias. 

“Os sinais estão a começar a ser promissores”, disse à Reuters Stephen Morse, um epidemiologista do Centro Médico da Universidade de Columbia, de Nova Iorque. “Tenho esperança que comece a declinar, mas ainda há pessoas doentes”.


De acordo com o governo sul-coreano, estão em quarentena 3680 pessoas, por causa da doença. Mas muitas delas poderão deixar de estar sob observação em breve, uma vez que se aproxima o fim do período de incubação do vírus.