A justiça da Coreia do Sul anulou hoje o asilo concedido a uma mulher do Uganda por ser lésbica depois de ter considerado como provado que contactou com vários homens na Internet.

A decisão do Tribunal Superior de Seul supõe a deportação da jovem africana para o Uganda, onde os homossexuais são alvo de uma forte perseguição.

Sob o argumento de que não existem provas da sua homossexualidade, o tribunal anulou a decisão tomada numa Instância mais baixa que tinha concedido o estatuto de refugiada a esta mulher de 28 anos, que pediu asilo em fevereiro de 2011 alegando que os membros da sua família tinham sido assassinados pelos vizinhos por ela ser lésbica, de acordo com a agência Yonhap.

A decisão foi tomada com base em provas de que tinha conhecido vários homens na Coreia do Sul através de uma agência de encontros na Internet.

A mulher pode ainda recorrer desta decisão.

Este tinha sido o primeiro caso na história da Coreia do Sul de concessão do estatuto de refugiada a uma mulher estrangeira pela sua condição de lésbica.

O Uganda aprovou em dezembro uma lei que prevê 14 anos de prisão para quem tiver relações com pessoas do mesmo sexo e prisão perpétua para atos homossexuais com agravantes.

Esta lei, que gerou fortes protestos da comunidade internacional, tornou o Uganda num dos países do mundo que mais reprime os homossexuais.