As duas mulheres acusadas de matar, a 13 de fevereiro na Malásia, o meio-irmão do líder da Coreia do Norte vão ser julgadas em outubro pelo seu homicídio, anunciou hoje o tribunal.

A indonésia Siti Aisyah e a vietnamita Thi Huong foram acusadas de terem lançado para o rosto de Kim Jong-nam um agente tóxico, VX, uma versão altamente mortal do gás sarin, no aeroporto internacional de Kuala Lumpur, onde o norte-coreano ia apanhar um voo para Macau.

As duas mulheres negam a acusação, pela qual arriscam a pena de morte. Durante a investigação explicaram que foram enganadas e acreditavam que estavam a participar num programa de televisão tipo “Apanhados”.

A suspeita de assassinato foi confirmada pela autópsia, que detetou um químico altamente tóxico no rosto de Kim Jong-nam. O meio-irmão do líder norte-coreano não morreu de imediato, tendo ainda sendo assistido na clínica do aeroporto.

A Malásia devolveu, em março, o corpo de Kim Jong-nam à Coreia do Norte, "a pedido da família".