Um estudante norte-americano desaparecido desde 2004 na China, e que se julgava morto, pode afinal ter sido raptado e levado até à Coreia do Norte, onde ainda vive.

A notícia foi avançada pelo Yahoo News Japan, na última quarta-feira, e cita o presidente da Associação das Famílias de Raptados da Coreia do Sul, Choi Sung-yong, que garante que o homem, agora com cerca de 36 anos, foi visto na capital da Coreia do Norte, Pyongyang, e terá sido raptado para ser o tutor pessoal de inglês do atual líder do país (na altura era ainda o sucessor) Kim Jong-un.

David Sneddon, na altura com 24 anos, era estudante da Universidade de Brigham Young, no Utah, e encontrava-se de visita à China, depois de ter participado numa missão da igreja mórmon na Coreia do Sul. Desapareceu misteriosamente e as autoridades chinesas deram-no como morto, pressupondo que tivesse sofrido uma queda mortal no desfiladeiro do Salto do Tigre, perto de Lijiang, na província de Yunnan.

O norte-americano foi visto pela última vez a 14 de agosto, a sair de um restaurante coreano em Shangri-la, cidade próxima do referido desfiladeiro, e dado como desaparecido no dia 26 do mesmo mês, quando não regressou a Seul, capital da Coreia do Sul, onde era esperado pelo irmão. De acordo com as informações prestadas ao media japonês, Sneddon foi levado para ser tutor de Kim Jong-un e agora dá aulas de inglês na capital, onde vive com uma mulher, com quem teve dois filhos.

A notícia não foi uma total surpresa para os pais de David que já desconfiavam que o seu filho pudesse ter sido raptado para a Coreia do Norte, devido à sua fluência em coreano. Há alguns anos, depois de terem dado uma entrevista a uma rádio internacional, Voice of America, foram contactados por um norte-americano a viver em Seul, cuja mulher fugiu da Coreia do Norte. Garantiram-lhes que uma pessoa com a descrição do filho dava aulas de inglês em Pyongyang.

Como escreve o Daily Mail, os pais de David estão cautelosos quanto às notícias desta última semana e continuam a sua campanha nas redes sociais por informações sobre o filho. Campanha que já chamou à atenção de políticos norte-americanos e que já levou o Departamento de Estado dos EUA a anunciar uma busca pelo jovem na Coreia do Norte.