O regime norte-coreano organizou hoje uma homenagem ao antigo dirigente Kim Jong-il, quando se assinalam dois anos da sua morte, ocasião aproveitada para realçar a lealdade ao atual líder, Kim Jong-un.

Imagens transmitidas em direto pela televisão estatal norte-coreana mostraram Kim Jong-un a entrar num auditório em Pyongyang repleto de oficiais do Exército, do partido e do Governo de Pyongyang.

A cerimónia contou com vários discursos de homens fortes do regime que sublinharam a sua lealdade para com o jovem líder Kim Jong-un, filho e sucessor no poder de Kim Jong-il.

Esta homenagem tem lugar dias após a execução do tio de Kim Jong-un, Jang Song-thaek, que foi o seu mentor político, o que levantou suspeitas de possíveis lutas políticas internas na Coreia do Norte.

Entretanto, surgiu a denúncia de que portais de notícias norte-coreanos apagaram milhares de artigos dos seus arquivos, depois da execução do tio do líder da Coreia do Norte.

Cerca de 35 mil artigos desapareceram do portal da agência noticiosa oficial norte-coreana KCNA, bem como 65 mil artigos em espanhol, inglês, chinês e japonês, de acordo com o analista Frank Feinstein, que acompanha as notícias dos media norte-coreanos para o portal sul-coreano NK News.

Também cerca de 20 mil artigos foram retirados dos arquivos do Rodong Sinmun, o jornal oficial do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, acrescentou.