O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, estava, alegadamente «muito embriagado» quando ordenou as execuções de Ri Ryong-ha e Jang Su-gil, os dois primeiros alvos da «purga» levada a cabo desde o final de novembro, que se tornou polémica por envolver o tio de Jong-Un.

Segundo o jornal japonês «Yomiuri Shimbun», o líder norte-coreano terá ordenado que um negócio passasse para as mãos dos militares, ao que os dois homens terão respondido: «Temos de confirmar com o "diretor Jang" [o tio] primeiro». Jong-Un não terá gostado da afirmação e ordenou as execuções.

A fonte do jornal afirma que o líder coreano estava «muito bêbedo» quando mandou executar os dois homens.

Ryong-ha e Su-gil eram dois funcionários próximos do tio do líder norte-coreano, Jang Song-Thaek, acusado de traição e de planear um golpe de Estado e executado junto com outras oito pessoas, nesta «purga» polémica.

O sul-coreano «Daily NK» refere que informações vindas da Coreia do Norte confirmam as prisões de familiares e amigos do falecido tio de Jong-Un nos dias seguintes à sua execução, devido ao sistema daquele país de «culpa por associação».