Os militares sul-coreanos deram o alerta. O regime de Kim Jong-un voltou a fazer testes com mísseis na manhã de terça-feira. Três foram disparados em direção ao mar do Japão, demonstrando ter alcance para atingir qualquer ponto da Coreia do Sul.


O alcance dos mísseis balísticos foi de 500 a 600 quilómetros, distância suficiente para atingir a Coreia do Sul”, refere-se numa declaração oficial do governo sul-coreano.

Militares norte-americanos referem que a Coreia do Norte disparou dois mísseis Scud e um Rodong, um projétil construído já por Pyongyang, com base em tecnologia soviética.


No nosso entendimento, tratou-se de uma demonstração de força”, sublinhou um oficial sul-coreano, ouvido pelas agências de informação internacionais.


Sanções da ONU alvejadas

Nos últimos meses, a Coreia tem levado a cabo vários disparos de mísseis. Em junho, testou projéteis de médio-alcance e já este mês, foi registado um lançamento a partir de um submarino.

Agora, enquanto a China nada disse ainda sobre mais este triplo disparo de mísseis, o Japão acusou de imediato o regime norte-coreano de não passar cartucho às sanções aplicadas pelas Nações Unidas.


Uma violação das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e um perigo para a navegação e aeronáutica, face ao qual protestamos fortemente” é a posição expressa pelo governo japonês após o novo exercício militar norte-coreano.


Em março, o Conselho de Segurança das Nações Unidas endureceu as sanções aplicadas a Pyongyang. Além de inspeções obrigatórias a todas as cargas que entram e saem, por mar e ar, a Coreia do Norte ficou também proibida de comprar armamento, bem como combustível usado na aviação.

Coreia do Sul joga à defesa

O novo teste militar norte-coreano pode reforçar os argumentos dos vizinhos do sul, que juntamente com os seus aliados norte-americanos, pretendem instalar um sistema de defesa antimíssil no país.

O projeto tem dividido tanto a própria população sul-coreana como os restantes países da região, com os norte-coreanos e os seus históricos aliados chineses a condenarem a ideia, considerando que poderá desestabilizar a região.

Apesar das críticas, o governo sul-coreano parece decidido a instalar o sistema de defesa, com receio das ameaças dos vizinhos do norte, separados há mais de 60 anos pelo chamado Paralelo 38, depois de três anos de guerra.


A ameaça à nossa segurança nacional está a aumentar demasiadamente num curto período de tempo”, sustentou o primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn, falando no parlamento sul-coreano.