Quatro caças F-35B e dois bombardeiros B-1B dos Estados Unidos realizaram esta segunda-feira a simulação de um bombardeamento sobre a Península da Coreia, na sequência do disparo, sexta-feira, de um míssil balístico de Pyongyang.

No exercício aéreo participaram também quatro caças sul-coreanos F-15K, de acordo com a agência de notícias Ynohap que cita fontes do governo de Seul.

Os exercícios aéreos decorreram três dias depois de a Coreia do Norte ter realizado o lançamento de um míssil que percorreu 3.700 quilómetros antes de cair no mar e depois de ter sobrevoado o arquipélago do Japão.

Aliás, perante contínuos lançamentos da Coreia do Norte, o porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano anunciou que Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão vão realizar um exercício antimísseis no final deste mês,

O exercício está incluído num relatório que o Ministério enviou para a Assembleia Nacional devido ao último míssil de médio alcance.

O documento sublinhou que Pyongyang parece aproximar-se da “fase final” de desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental (ICBM), com o qual poderia atingir o território norte-americano, e estimou que o regime continue a realizar “provocações estratégicas adicionais” a curto prazo com novos testes de armamento.

 

Coreia do Sul insiste na ajuda humanitária ao vizinho do norte

O Governo sul-coreano insistiu esta segunda-feira na necessidade de enviar ajuda humanitária para os mais desfavorecidos na Coreia do Norte apesar das sanções que pesam sobre o regime devido aos seus contínuos testes de armamento.

O porta-voz do Ministério da Unificação sul-coreano, Baik Tae-hyun, explicou hoje em conferência de imprensa que os envios de ajuda “devem manter-se independentemente da situação política”.

Baik disse também que a maior parte da comunidade internacional mantém a mesma postura que o Governo de Seul nesta matéria.