Foi encontrado, por um especialista químico, um produto derivado do agente nervoso VX na camisola de uma das mulheres acusadas do homicídio de Kim Jong-nam, o meio-irmão do líder norte-coreano. O especialista prestou essas declarações em tribunal.

O depoimento do especialista químico é descrito como a primeira prova que liga o VX, considerado pelas Nações Unidas como uma arma de destruição maciça, às duas acusadas pelo homicídio, a indonésia Siti Aisyah e a vietnamita Doan Thi Huong.

O julgamento das duas suspeitas começou na segunda-feira num tribunal superior na periferia de Kuala Lumpur.

As duas mulheres são acusadas de terem lançado para o rosto de Kim Jong-nam o tal agente tóxico VX, uma versão altamente mortal do gás sarin. Tal terá acontecido no aeroporto internacional de Kuala Lumpur, na Malásia, onde o norte-coreano ia apanhar um voo para Macau.

A suspeita de assassinato foi confirmada pela autópsia, que detetou um químico altamente tóxico no rosto de Kim Jong-nam. O meio-irmão do líder norte-coreano não morreu de imediato, tendo ainda sendo assistido na clínica do aeroporto. Mas 20 minutos bastaram para que perdesse a vida envenenado.

A Malásia devolveu, em março, o corpo de Kim Jong-nam à Coreia do Norte, "a pedido da família". O corpo foi embalsamado