Seis mulheres foram violadas e outras 14 pessoas ficaram feridas, esta segunda-feira, na Serra Leoa, na sequência de confrontos entre os dois maiores partidos, revelou fonte médica.

Os confrontos começaram sexta-feira, quando membros do Partido Popular (oposição) da Serra Leoa foram acusados de lançar pedras e garrafas partidas numa parada encabeçada pelo Congresso Popular (no poder).

A polícia disparou gás lacrimogéneo para dispersar a multidão na sexta-feira e outra vez esta segunda-feira, quando milhares de apoiantes do partido no poder convergiram para a sede do partido da oposição, encurralando membros do partido no telhado do edifício de quatro andares.

Uma fonte do hospital do centro da cidade falando a coberto do anonimato disse que seis mulheres que foram violadas durante os confrontos foram tratadas no estabelecimento que recebeu ainda outras 14 pessoas com diversos ferimentos.

Um grupo local dos direitos das Mulheres, chamado «Women», fez um comunicado à imprensa confirmando as violações e exigindo uma investigação.

A Serra Leoa está a emergir de uma guerra civil de 11 anos que terminou em 2002. Embora a eleição de 2007, que levou o Congresso Popular ao poder, tenha sido amplamente elogiada, são frequentes os confrontos entre apoiantes dos dois principais partidos do país, o que faz temer o espectro de uma violência generalizada.