Ela tem origens árabes e ele é judeu. Os dois amam-se e querem mostrar ao mundo que, por muitas diferenças que existam, «árabes e judeus recusam ser inimigos».

Esta é a história da fotografia que Sulome Anderson, de origens libanesas, partilhou nas redes sociais, onde está a beijar o namorado judeu. A imagem faz parte da campanha «Árabes e judeus recusam ser inimigos», identificada pela hashtag #JewsAndArabsRefuseToBeEnemies.





Enquanto o mundo assiste a um dos mais violentos conflitos entre Israel e o grupo fundamentalista islâmico Hamas, os testemunhos de relações entre árabes e judeus têm invadido as redes sociais. São mensagens de amor e protestos contra a guerra.

«Quando começámos a namorar discutíamos muito sobre política, mas gradualmente começámos a chegar a um consenso. Ainda discutimos, mas estamos mais perto de compreender as perspetivas um do outro», explicou Anderson à ABC News.

A jornalista de 29 anos é filha de Terry Anderson, um jornalista da Associated Press que foi prisioneiro do grupo islâmico Hezbollah durante sete anos.

Anderson admitiu que a família do namorado não vê a relação do casal com bons olhos. A jornalista afirmou que, para a família dele, o problema não é o facto de ela ser árabe, mas antes o facto de não ser judia.

Com esta campanha, Anderson espera que as pessoas compreendam o que é realmente importante durante uma guerra: as pessoas.

Abraham Gutman, de Israel, e Dania Darwish, da Síria, são estudantes em Nova Iorque, Estados Unidos, e foram os primeiros a utilizar a hashtag.





«O slogan existe há muitos anos em hebreu e quisemos usá-lo para mostrar à comunidade internacional que não temos de ser inimigos», explicou Gutman à ABC News.

Darwish espera que a campanha promova a abertura e a segurança para as pessoas falarem das suas diferenças, políticas ou religiosas.