Uma mulher iraniana que matou um alegado violador deverá ser enforcada esta quarta-feira, a menos que consiga obter o perdão dos familiares da vítima.

Reyhaneh Jabbari, de 26 anos, foi condenada à morte por um Tribunal de Theran em 2009 e o veredicto acabou por ser confirmado pelo Supremo Tribunal do país. Desde então, está detida à espera da sua execução.

Tudo aconteceu há sete anos. Segundo a jovem, o homem tentou violá-la e ela agiu em legítima defesa. O indivíduo em causa era Morteza Abdolali Sarbandi, um antigo trabalhador do governo, que estava na área dos Serviços de Inteligência. 

De acordo com os ativistas da Amnistia Internacional, os argumentos da jovem nunca foram realmente investigados.

«Em vez de continuarem a executar pessoas, as autoridades iranianas deviam fazer reformas nos seus sistemas judiciais. Os processos não respeitam as leis internacionais e os padrões necessários para um julgamento justo não existem», declarou a diretora da Amnistia Inetrnacional do Médio Oriente e Norte de África,  Hassiba Hadj Sahraoui.

O caso tornou-se muito mediático e gerou vários apelos da comunidade internacional. Quer os Estados Unidos, quer a União Europeia já pediram a sua libertação. Uma petição pública  juntou ainda cerca de 200 mil assinantes.

Foi a atenção da comunidade internacional que conseguiu, de resto, adiar a execução de Jabbari por um período de 10 dias. No entanto, o  prazo para a jovem obter o perdão dos familiares das vítimas expira na manhã desta quarta-feira. 

Quando questionado sobre o assunto, o Ministro da Justiça, Mostafa Pour-Mohammadi, declarou apenas que esperava «um bom final para o caso».