A polícia da Escócia anunciou que o hijab passará a fazer parte do uniforme oficial para que assim seja criada uma força mais diversificada. Esta decisão acontece 15 anos depois da Polícia Metropolitana de Londres ter permitido o uso do acessório às polícias cuja tradição religiosa ditava essa necessidade.

As autoridades acreditam que “motivará as comunidades de mulheres islâmicas, que não metiam a possibilidade de entrar na carreira policial, a considerarem esta opção”.

Até agora, as agentes muçulmanas da polícia da Escócia eram autorizadas a usar o hijab só depois do pedido ser aprovado pelo chefe de esquadra.

O anúncio foi bem recebido pela Associação Muçulmana da Polícia Escocesa, um grupo cujo objetivo é estabelecer contacto entre a comunidade islâmica presente na Escócia e as forças policiais.

Fahad Bashir, presidente da associação, elogiou esta nova decisão e afirmou que a mesma representa um “passo positivo na direção certa” e que a polícia da Escócia tem tomado ações produtivas para assegurar que a organização é vista como “inclusiva”.

Sem dúvida que isto encorajará mais mulheres muçulmanas e de minorias étnicas a juntarem-se à polícia da Escócia”, garantiu Fahad Bashir ao jornal The Independent.

Em comunicado, o chefe da polícia escocesa, Phil Gormley, afirmou que está “feliz por fazer este anúncio e de receber o apoio quer comunidade islâmica, quer da restante comunidade local, bem como de todos os agentes e funcionários da polícia”.

Segundo um relatório elaborado pelas autoridades policiais da Escócia, no conjunto das candidaturas recebidas no passado ano, só 127 pessoas, 2.6% de 4.809, provinham de minorias étnicas.

A polícia escocesa refere ainda que se esta percentagem subir para 4% no próximo ano, o número de recrutamentos de pessoas de outras culturas poderá chegar aos 650, representando uma maior diversidade dentro da organização.