A Comissão de Saúde do Parlamento Europeu vetou, na passada terça-feira, a proposta da Comissão Europeia que visava permitir a utilização de fosfatos na preservação de carne. Com 22 votos contra e 32 a favor do chumbo, este poderá ser o fim dos famosos kebabs.

A proposta vetada propunha a legalização do uso de fosfatos, polifosfatos e ácido fosfórico na carne dos kebabs, seja ela de carneiro, cordeiro, vitela, aves ou bovina.

De origem turca, os kebabs angariaram apreciadores um pouco por todo o mundo. Para a conservação dos rolos de carne que lhes dão origem, são usados estes fosfatos. Os aditivos são essenciais para manter o produto suculento e saboroso, tanto durante o transporte, como durante o churrasco.

Ainda que a norma europeia não permita a utilização destes aditivos derivados dos fosfatos na conservação e preparação da carne, a sua utilização é cada vez mais frequente. Isto porque eles ajudam a preservar o sabor e a reter a água e, consequentemente, aumentam o peso da carne. Muitas vezes, são abertas exceções, por parte da União Europeia, que acabam por permitir o uso dos fosfatos na carne congelada dos kebabs.

Contudo, este atitude suscita graves preocupações em relação ao impacto que a mesma terá na saúde humana. Como se trata de uma carne que não é consumida em casa, não está rotulada, pelo que os consumidores não são informados acerca dos seus ingredientes.

Os eurodeputados recorreram a alguns estudos científicos sobre o tema, nomeadamente a um de 2012, que demonstra a possível relação que existe entre os fosfatos, quando utilizados como aditivos alimentares, e o aumento do risco dos problemas de coração.