Uma equipa multidisciplinar de investigadores nacionais e internacionais concluiu que, caso não sejam tomadas medidas adequadas, prevê-se uma expansão de serpentes invasoras ao longo da maior parte do arquipélago das ilhas Baleares, em Espanha, foi hoje anunciado.

De acordo com informação divulgada pelo Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), da Universidade do Porto, a maioria das três espécies de serpentes de tamanho grande, cuja reprodução já foi documentada, é oriunda da Península Ibérica.

«Os inesperados veículos de invasão são as velhas e ocas oliveiras plantadas em jardins e rotundas, que se tornaram numa moda ao longo do Mediterrâneo e uma ameaça potencial à biota autóctone», acrescenta o CIBIO.

Para os investigadores, «as decisões urgentes estão neste momento na mão dos decisores políticos», sendo que «reagir demasiado tarde aumenta a probabilidade das medidas tomadas serem ineficazes ou, pelo menos, muito mais dispendiosas».

Estas conclusões resultam de um estudo dos investigadores Iolanda Silva-Rocha, Daniele Salvi e Miguel Carretero, do BICIO-InBIO, e de representantes do Centro de Investigação em Ciências Geo-Espaciais da Universidade do Porto e da Associação herpetológica Espanhola, que efetuou uma análise exaustiva deste processo de invasão.

Os resultados obtidos neste estudo foram publicados na quarta-feira pela revista científica de acesso livre online PLOS One.

«Através da combinação de marcadores moleculares e de modelos de nicho ecológico, os investigadores conseguiram determinar quer os potenciais percursos de invasão, quer as futuras áreas de expansão destas serpentes invasoras», refere o CIBIO.

Contactada pela Lusa, fonte do CIBIO referiu que estas espécies de serpentes «não são problemáticas para o ser humano, apenas para outros animais».