A cimeira da NATO acabou mesmo por decidir criar uma força de intervenção «muito reativa», proposta já no início da semana.

A ideia é que esta força especial esteja pronta a atuar em poucos dias para qualquer lugar do mundo, comandada a partir de uma «presença permanente» no leste europeu.

A decisão final foi tomada pelo Conselho do Atlântico Norte na Cimeira de Newport (País de Gales) pelos líderes dos 28 países membros, como uma resposta à atitude da Rússia na Ucrânia e à ameaça do jihadismo.

«O momento de segurança que enfrentamos é mais imprevisível que nunca: a Rússia está a atacar a Ucrânia e há instabilidade no Médio Oriente e no norte de África. Em momentos como este, a NATO tem de estar preparada para se defender e aos seus aliados», argumentou o próprio secretário geral da organização, Anders Fogh Rasmussen.

A nova força de ação-reação inclui vários milhares de tropas terrestres, apta a atuar por ar, mar e por terra.

 

Estará baseada na Polónia e em outros países do leste europeu, com a NATO a garantir uma presença para dissuadir agressores. Se necessário, dar-se-á uma resposta militar de grande escala a partir dos EUA e dos restantes aliados.

 

 

O primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, disse que esta decisão envioa um sinal «claro» de que as garantias de segurança para Varsóvia já não são apenas promessas de papel, mas de verdade.

 

O mesmo nota o secretário-geral da NATO: «Esta decisão envia uma mensagem clara: a NATO protege todos os aliados, em todos os momentos. E envia uma mensagem clara para qualquer potencial agressor: Se você sequer pensar em atacar um aliado, estará de frente para toda a aliança».