O ciclone Chapala, que está a atormentar a população do Iémen, já causou pelo menos um morto, depois de ter chegado à costa da Ilha de Socotra. A tempestade está a ser considerada como a mais forte das últimas décadas, na região, e as autoridades acreditam que a cidade de Mukalla, controlado pela Al-Qaeda, não tem condições para lidar com o desastre natural.

Chapala apanhou a população despercebida e tomou uma magnitude que poucos poderiam esperar. Imagens da tempestade mostra relâmpagos, cheias, ruas e casas inundadas na cidade de Mukalla.








A organização Meteorológica da ONU descreveu o ciclone como “extremamente severo” e que as condições em torno do centro da tempestade eram “fenomenais”.

Os ventos gerados pelo ciclone chegaram a atingir 240 quilómetros por hora, na segunda-feira, registando uma melhoria, esta terça-feira. De acordo com a BBC, esta manhã, as rajadas chegavam aos 140 quilómetros por hora.

Espera-se, no entanto, que a chuva agrave e que, durante estes dois diasm, chova dez vezes mais que a média anual de precipitação do país.

Segundo a AFP, o presidente de Hadibu, Salem Zaher, afirmou que o ciclone já destruiu 80 habitações e feriu centenas de pessoas. Muitos residentes refugiaram-se em escolas e caves. Contudo, o governo conseguiu evacuar e realojar mais de 1.000 famílias antes da tempestade chegar à costa.

A preocupação maior está em proteger os residentes de Mukalla, que é dominada por um grupo de militantes jihadistas.
 

“Muitas pessoas tiveram de abandonar as suas casas e estão a procurar refúgio em escolas. Não há auxílio por parte da assembleia tribal ou do Al-Qaeda. A situação é muito má. O nível da água já subiu nove metros, em Mukalla, destruindo a costa”.