
A mais antiga aldeia de agricultores das ilhas do Mediterrâneo foi descoberta no Chipre, provando que as primeiras comunidades agrícolas migraram do Médio Oriente para a Europa, revela uma investigação publicada na revista Proceedings of the National Academy of Science e citada pela Lusa.
As pesquisas, realizadas por arqueólogos franceses no sítio arqueológico de Klimonas, demonstraram que as comunidades agrícolas se estabeleceram no Chipre entre 9.100 e 8.600 anos A.C, ou seja, apenas alguns séculos depois de os primeiros sedentários do Neolítico terem começado a cultivar cereais no Médio Oriente, por volta de 9.500 anos A.C.
Em comunicado citado pela agência AFP, o Centro Nacional de Investigação Científica francês refere que os arqueólogos encontraram vestígios de uma construção coletiva em terracota, com 10 metros de diâmetro e semi-enterrada, que deveria servir para armazenar as colheitas e em redor da qual se reagrupavam as construções de uso doméstico.
No seu interior, foram descobertas algumas oferendas, como flechas em sílex.
Em Klimonas, os arqueólogos também encontraram restos de grãos carbonizados de plantas locais e cereais.