A poucos metros onde milhares que jovens pró-democracia se manifestam, no centro de Hong Kong, está uma guarnição de seis mil militares do Exército de Libertação Popular chinês, noticia a CNN.

O exército chinês está obrigado a cumprir as leis de Hong Kong, mas pode atuar a qualquer momento, se solicitado, para ajudar a manter a ordem. Há receios do que possa acontecer, já que o mundo ainda tem bem presente a brutal repressão ocorrida, em 1989, na praça Tiananmen.

A situação está longe de pacificada nas ruas de Hong Kong. Nesta sexta-feira, registaram-se confrontos entre manifestantes pró e contra a democracia no populoso bairro de Mong Kok. A federação de estudantes de Hong Kong ameaçou parar com as conversações depois destes confrontos violentos e acusou a polícia de autorizar que os opositores à manifestação usem violência para atacarem os ativistas pró-democracia.

Em conferência de imprensa, a polícia avisou esta sexta-feira que vai começar a retirar as barreiras de protesto e ameaça com prisão qualquer um que permaneça no local da manifestação. Mas em vez de desmobilizarem, são cada vez mais aquele que se juntam ao protesto.