O Conselho de Estado da China anunciou que 18 suspeitos vão ser julgados e 35 altos funcionários punidos pela explosão numa metalúrgica de Kunshan (leste), que fez 146 mortos, no pior acidente industrial do ano no país.

O mais recente balanço oficial divulgado era de 75 mortos, mas a agência oficial chinesa elevou, esta terça-feira, o número opara 146, após revelar que muitos dos 185 feridos no acidente na metalúrgica, ocorrido a 02 de agosto, morreram dias depois.

Segundo a Xinhua, que cita o órgão, da lista de funcionários punidos pelo acidente figuram nomeadamente o presidente da câmara de Kunshan, Lu Jun, e o secretário-geral do Partido Comunista na cidade, Guan Aiguo, os quais foram destituídos do cargo.

O vice-governador da província de Jiangsu, Shi Heping, e presidente da câmara da vizinha cidade de Suzhou, Zhou Naixiang, também foram elencados, embora o castigo imposto aos dois não tenha sido especificado no comunicado oficial.

As autoridades chinesas determinaram que o acidente se ficou a dever devido a graves falhas nos sistemas de segurança de fábrica, propriedade da empresa Kunshan Zhongrong Metal Products, especializada em peças de automóveis e fornecedora de empresas como a General Motors.