O soldado norte-americano Bradley Manning, que foi condenado a 35 anos de prisão pela fuga de documentos confidenciais para o Wikileaks, confessou esta quinta-feira que quer tornar-se uma mulher «assim que for possível».

«Eu chamo-me Chelsea Manning. Sou uma mulher. Devido ao que sinto e sempre senti desde a minha infância, quero começar a terapia hormonal assim que for possível», afirmou, num comunicado lido pelo seu advogado na NBC News.

Bradley, de 25 anos, pediu para que todos o comecem a tratar por Chelsea E. Manning a partir de agora.

Os seus advogados de defesa já tinham referido, durante o julgamento, os seus problemas de identidade sexual, alegando até que teriam ajudado à decisão de revelar os documentos confidenciais.

Na altura, foi divulgada uma foto do soldado vestido de mulher.

«Quero agradecer a todos os que me apoiaram nos últimos anos», concluiu no comunicado.