O presidente ucraniano Petro Poroshenko disse esta quarta-feira que estava preparado para impor a lei marcial na Ucrânia, onde a escalada de violência entre as forças do regime e os rebeldes pró-separatistas tem aumentado nos últimos dias, agravando um conflito que já dura há quase um ano e que já fez mais de cinco mil mortos.

«Eu, o governo e o parlamento estamos preparados para introduzir a lei marcial em todos os territórios da Ucrânia», disse, de acordo com a agência noticiosa Interfax e citada pela Reuters.

Poroshenko que se deslocou para ver o local onde um rocket caiu e visitou as vítimas internadas.



Esta quarta-feira não foi exceção. Quatro pessoas morreram em ataques com granadas de morteiro numa paragem de autocarro e numa fábrica de metais na cidade ucraniana de Donetsk, de acordo com as forças separatistas e um funcionário da fábrica. Têm sido vários os ataques a autocarros.Por seu turno, «dezanove soldados foram mortos nas últimas 24 horas e 78 ficaram feridos», afirmou o porta-voz do exército ucraniano Vladyslav Seleznyov em Kiev, depois ter sido anunciada a morte de outros cinco soldados também em Kramatorsk. Ao todo, a France Presse contava 46 vítimas nas últimas 24 horas.
 


Acontecimentos que marcam o dia, tal como a reunião que tem lugar esta quarta-feira, em Minsk, e que senta na mesma mesa Ucrânia e Rússia.

O presidente ucraniano adiantou que ele a União Europeia vão «falar a uma só voz» em Minsk, durante as negociações de paz, exigindo o «cessar-fogo imediato».

Mas, as palavras do ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, não anteveem grandes mudanças. O ministro russo não aceita que a Ucrânia fique com o controlo das fronteiras com a Rússia, considerando que essa condição é «irrealista» e que um acordo deve proteger os interesses de todos os populares no país.

Angela Merkel também deposita poucas esperanças neste encontro, referindo que é só «uma esperança», mas não mais do que isso, na busca por uma solução do conflito que assola aquele país europeu.

As conversações de paz são mediadas pela Alemanha e pela França, mas, na terça-feira, num telefonema, Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos, avisou o homólogo russo, Vladimir Putin, de que as sanções contra a Rússia iam subir de tom se uma solução de paz não for encontrada para a Ucrânia, acrescenta a France Presse.