A Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, da oposição e responsável pela elaboração de um relatório mensal sobre a repressão no país, revelou esta segunda-feira que durante o mês de outubro foram detidas pelo menos 413 pessoas por razões políticas.

Segundo detalha a comissão, os números do mês passado em pouco diferem do relatório anterior, em que se registaram 411 detidos, tornando setembro o mês com o mais baixo registo de detenções por motivos políticos em 2014.

No mês de maio, por exemplo, registaram-se 1120, um número elevado que foi diminuindo, com o registo de 632 no mês de agosto.

Apesar deste decréscimo, Elizardo Sánchez, chefe da comissão, lamentou que o governo de Cuba «não caminhe na direção da aceitação e respeito pelos padrões internacionais em matéria de direitos fundamentais».

No mês passado, a CCDHRN reportou ainda 13 casos de agressões físicas, 65 de diversas formas de intimidação policial, 13 «atos de repúdio», referentes a manifestações de apoiantes do governo dirigidas a oposicionistas, e 8 ataques de vandalismo a residências de dissidentes.

A Comissão denunciou ainda que 9 oposicionistas foram condenados, entre os quais dois sentenciados a sete anos de prisão, vários deles filiados à ilegal UNPACU- União Patriótica de Cuba.

A CCDHRN é a única entidade na ilha responsável pelo registo e divulgação do número destes incidentes, sendo considerada pelo governo como um grupo de «contrarrevolucionários» e «mercenários» ao serviço dos Estados Unidos.