Editores da Associated Press (AP) condenaram a Casa Branca por não fornecer acesso «real» de fotojornalistas ao presidente Obama, que prefere divulgar apenas as fotografias tiradas pelos seus próprios fotógrafos.

Segundo informações do «The Daily Caller», Santiago Lyon, diretor de fotografia da AP, diz que estas fotografias não passam de propaganda.

A AP queixa-se que só lhes foi permitido fotografar o presidente norte-americano duas vezes na sala oval, e em ambas as ocasiões dentro dos limites predefinidos por Obama, nunca sendo autorizado, por exemplo, fotografar o presidente com o seu staff.

Quando líderes de outros Estados visitam a Casa Branca, geralmente a AP tem acesso, mas em outras ocasiões, as fotografias são da responsabilidade dos fotógrafos de Obama, que depois as distribuem à imprensa.

Administrações anteriores eram mais abertas à exposição, o que rejeita a ideia vendida pelo presidente de ter «a administração mais transparente da história.»

As declarações de Santiago Lyon foram proferidas numa conferência em Indianapolis, esta quarta-feira, mas já no final do mês de Outubro, Chris Cobler, editor do Victoria Advocate, um jornal do Texas, tinha reproduzido a intenção da AP em boicotar as fotos oficiais da Casa Branca.





Também a editora executiva da AP, Kathleen Carroll defendeu as palavras de Lyon, quando afirmou que «[o sistema da Casa Branca] funciona porque os jornais utilizam estas fotografias dadas».

Numa conferência em Noxville, Carroll pediu aos editores de outros jornais para pararem de utilizar estas fotos «escolhidas» nas suas notícias.

Esta não é a primeira vez que a AP se queixa da política de imprensa da administração Obama. Já em 2008, aquando da campanha eleitoral do atual presidente, a AP tinha acusado Obama de utilizar uma estratégia pouco «amiga» dos media, e de conduzir reuniões à porta fechada.

Mais recentemente, em Abril deste ano, novas acusações da AP apontavam na direção da Casa Branca.

«[A Casa Branca] está a limitar o acesso da imprensa de formas que administrações anteriores não se atreveriam. O presidente está a responder ao público de forma mais controlada do que os seus antecessores, levantando questões sobre a informação que fica perdida quando a Casa Branca faz um cerco aos media, funcionando, na prática, como a sua própria agência de notícias», escreveu a AP.