A estação norte-americana CNN divulgou, neste sábado, imagens exclusivas após o  tiroteio ocorrido no TGV, que ligava, na sexta-feira, Amesterdão a Paris.

Um atentado terrorista parece ter sido evitado a bordo do comboio de alta velocidade, já em território francês, depois de dois militares norte-americanos, trajando à civil, terem reconhecido o som de uma metralhadora a ser carregada, lançando-se de imediato sobre o atacante para neutralizá-lo quando saía da casa de banho. 
   
O homem, identificado mas não oficialmente como sendo um marroquino de 26 anos, foi detido e estava armado com pelo menos uma "kalashnikov", uma pistola automática e uma faca, tendo disparado vários tiros.

O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, admitiu que o atirador possa estar referenciado por ligações aos radicais islâmicos e que os serviços secretos de Espanha, onde viveu até 2014, na cidade portuária de Algeciras, passaram a informação sobre o suspeito a França em Fevereiro desse ano, mas aguarda a confirmação oficial de que se trata do mesmo indivíduo. Na Bélgica, onde atualmente residia, foi aberta uma investigação antiterrorista neste sábado.

Do incidente no TGV resultaram dois feridos graves, um deles um dos militares norte-americanos, e um ferido ligeiro, o ator francês Jean-Hugues Anglade.

Os dois norte-americanos foram identificados como sendo Spencer Stone e Alek Skarlatos, membros da Força Aérea e da Guarda Nacional, respetivamente. Os dois viajavam no TGV com um amigo de infância, Anthony Sadler, que também ajudou a dominar o atirador.
 
Segundo descreveu um dos intervenientes à Sky News, o militar da Força Aérea foi o primeiro a travar o suspeito, agarrando-o pelo pescoço.

Barack Obama manifestou já publicamente o agradecimento pela "coragem e rapidez de atuação" dos passageiros do TGV, referindo-se em particular aos dois militares norte-americanos que ajudaram a neutralizar o atirador.

"O presidente expressou o seu profundo agradecimento pela coragem e rapidez de atuação de vários passageiros, incluindo os militares norte-americanos, que abnegadamente subjugaram o atacante", divulgou a Casa Branca em comunicado.

"Os seus atos heróicos, claramente, evitaram uma tragédia", consta ainda na comunicação do Governo norte-americano.

Também François Hollande e David Cameron manifestaram publicamente o seu agradecimento.

Segundo o ministro do Interior, o presidente francês agradeceu aos militares por telefone e vai encontrar-se com eles nos próximos dias.
 
Em comunicado, o primeiro-ministro britânico louvou “a extraordinária coragem dos passageiros” que ajudaram a desarmar o atirador, incluindo o consultor britânico Chris Norman, um dos feridos.
 
“A bravura do sr. Norman e de outros passageiros ajudou a evitar um terrível incidente”, disse David Cameron.