A primeira sessão do novo parlamento catalão começou às 11:00 (10:00 em Lisboa) desta quarta-feira. Até ao final de janeiro, terá de ser votado o nome do próximo presidente do governo regional.

Roger Torrent foi eleito como o novo presidente da mesa do parlamento regional. O deputado da Esquerda Republicana (ERC) venceu à segunda votação com 65 votos, contra o candidato do Ciudadanos, Espejo-Saavedra, que conseguiu 56 votos.

Torrent, que vai suceder a Carme Forcadell, tem 38 anos e será o mais jovem presidente do parlamento catalão.

Esta foi uma eleição esperada uma vez que já se sabia que os partidos independentistas catalães Junts per Catalunha (JxCat) e Esquerda Republicana (ERC) tinham chegado a acordo para a eleição de Torrent. 

De resto, as forças independentistas também já chegaram a acordo para que Carles Puigdemont, antigo presidente regional, seja novamente investido como líder da Generalitat. 

Nas eleições regionais realizadas a 21 de dezembro, o conjunto dos partidos independentistas voltou a ter uma maioria dos deputados da assembleia, 70 em 135, apesar de o partido mais votado ter sido o Cidadãos (direita liberal).

Puigdemont está refugiado na capital belga desde que o processo que liderou para criar uma República independente de Espanha foi ilegalizado por Madrid, que ativou o artigo 155.º da Constituição espanhola para intervir na Catalunha.

O antigo presidente catalão quer ser novamente investido, a partir de Bruxelas, mas há cada vez mais dúvidas sobre se isso será possível.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, avisou na terça-feira que Madrid irá manter a sua intervenção na Catalunha no caso de o  Puigdemont insistir na sua pretensão de ser investido a partir de Bruxelas.

O chefe do governo espanhol fez um apelo ao “realismo e ao sentido comum”. Rajoy sublinhou que o futuro presidente da Catalunha “deve tomar posse do seu mandato e deve fazê-lo fisicamente, porque não o pode fazer a partir de Bruxelas. E se não for assim, o artigo 155.º continuará em vigor”.