Uma menina de sete anos está em estado muito grave depois de ter sido atacada por quatro cães da raça Staffordshire Bull Terrier, em Murupara, na Ilha Norte da Nova Zelândia, onde a família passava férias.

De acordo com a «Sky News», Sakurako Ueahra foi mordida cerca de 100 vezes no corpo e na cara.

A família da menina tinha vindo do Japão para visitar parentes quando os cães de um amigo atacaram a criança.

Os médicos que a receberam no hospital de Auckland Middlemore ficaram chocados com o estado da menina e afirmaram acreditar que esta estava consciente durante o brutal ataque que lhe terá até partido alguns ossos.

O cirurgião Zac Moaveni afirmou em conferência de imprensa, esta sexta-feira, que a condição de Sakurako era «horrível».

«Penso que nenhum de nós estava preparado para aquilo que vimos. Algumas das dentadas fazem-nos estremecer... não é apenas uma dentada de um cão, é a raiva e a força que esteve por trás disso. É uma ferida muito diferente, digamos, de uma facada ou uma mordida de um gato. Não se consegue dizer que tecidos é que vão sobreviver ou que não vão. É por isso que é preciso uma série de operações antes de começarmos a trabalhar por fora com o que estamos a lidar», explicou.

De acordo com David Galler, médico dos cuidados intensivos, os ferimentos estão «grosseiramente contaminados» e são os piores que viu na vida.

Sakurako vai precisar de várias cirurgias plásticas e reconstrutivas até à idade adulta.

Os cães foram abatidos e a polícia considera a possibilidade de apresentar acusações por causa do ataque.

Não há nenhuma explicação sobre o ataque dos animais, mas a polícia diz que o mesmo foi registado e que os adultos assistiram a tudo.

Menina é filha única

Em comunicado, a família de Sakurako revelou que ela é filha única.

«Não esperávamos que isto acontecesse. Temos uma longa jornada pela frente. Desejamos levar uma coisa de cada vez. Estamos gratos pelas ofertas de apoio. Muitas pessoas querem saber como podem ajudar. Por favor, mantenham apenas Sakurako nas vossas orações», pode ler-se.

Um apelo da família já arrecadou mais de 100 mil dólares da Nova Zelândia e a Sociedade Japonesa da Nova Zelândia tem apoiado a família.