Nos últimos anos são cada vez mais as pessoas que se queixam de estar cansadas, exaustas, em burnout (estado de exaustão física, emocional ou mental devido ao acumular de stress no trabalho). Segundo a BBC, a exaustão acabou por se tornar numa “epidemia” na sociedade atual e a sua gravidade começa a ser tida em conta pelos médicos, que mostram que também a sua classe profissional está a ser afetada pela doença. 

Um estudo feito por médicos alemães mostra que pelo menos 50% destes profissionais de saúde mostram sofrer de burnout, queixando-se que se sentem cansados em todas as horas do dia e que o simples pensamento de trabalho na parte da manhã os deixa exaustos.

Mas não é o único estudo a mostrar que a sociedade está cansada. De acordo com um estudo finlandês, apesar de esgotados, homens e mulheres lidam com a exaustão de forma diferente: os homens exaustos são mais propensos a prolongar as baixas do que as mulheres

A questão que se levanta agora é o porquê da sociedade estar neste estado. De acordo com a mesma a BBC, isso deve-se porque a pressão já não acaba quando se sai do trabalho. 

O avanço das cidades e da tecnologia fazem com que as pessoas vivam em estado de alerta 24 horas por dia, sete dias por semana, fazendo com que seja difícil conseguir descansar em qualquer hora do dia ou da noite.

Assim sendo, sem capacidade para recarregar corpo e mente, a bateria da sociedade roça níveis extremamente baixos e faz com que estados de torpor, letargia, indiferença e falta de energia sejam cada vez mais normais. 

E o que fazer para curar esta exaustão? De acordo com Anna Katharina Schaffner, autora do livro “Exaustão: a história”, citada pela BBC, “as curas para a exaustão são específicas para cada indivíduo”.

Temos de saber o que custa a nossa energia e o que a repara”, afirma, acrescentando que “o que é importante é estabelecer limites entre o trabalho e o prazer”. “Esses limites estão, sem dúvida, em perigo”.