A justiça espanhola ordenou a libertação dos pais de Ashya King, o menino de cinco anos com cancro que foi levado de um hospital britânico sem autorização dos médicos para Málaga, Espanha. O casal já foi entretanto libertado.

A decisão do juiz Fernando Andreu surge depois de a justiça britânica ter retirado a ordem de detenção de Brett e Naghemeh King. Assim, sem nenhuma acusação internacional sobre os progenitores, as entidades espanholas vão arquivar o processo.

O primeiro-ministro inglês, David Cameron, já reagiu, no Twitter, mostrando-se satisfeito com a resolução do caso.





O vice-primeiro ministro Nick Clegg criticou a dureza com que os pais de Ashya foram perseguidos pelas autoridades.

Agora, o Ministério da Saúde britânico investiga os procedimentos efetuados pelas autoridades em casos como este.

Brett e Naghemeh King levaram a criança de um hospital de Southampton, no sul de Inglaterra, para Málaga, na sexta-feira. O objetivo era procurar um tratamento alternativo para a doença de Ashya na República Checa ou nos Estados Unidos.

Depois de o caso ter sido difundido nos órgãos de comunicação social, os pais foram reconhecidos por funcionários de um hotel da cidade espanhola que chamaram as autoridades.

Foram detidos esta-segunda-feira, enquanto o menino ficou internado no serviço de oncologia do hospital de Málaga.

O caso tornou-se muito mediático, gerando um grande envolvimento nos redes sociais. Mais de 130 mil pessoas assinaram a petição que solicitava ao governo britânico que retirasse o pedido de extradição.