Um anúncio da marca italiana Gucci foi proibido no Reino Unido porque a modelo era demasiado magra.

A decisão partiu da Autoridade de Padrões da Publicidade no Reino Unido (ASA) que, de acordo com a BBC, condenou a campanha por promover um corpo “pouco saudável e inalcançável”.

O tronco e os braços da modelo estavam muito finos e parecem desproporcionais à cabeça e ao resto do corpo”, apontou a reguladora do mercado publicitário. “A expressão facial sombria e a maquilhagem escura fazem o rosto parecer esquelético. Por esse motivo, consideramos que a modelo encostada na parede aparenta uma magreza que não é saudável e, portanto, consideramos o anúncio irresponsável”.

A entidade acrescentou ainda que campanhas com modelos muito magras podem prejudicar mulheres e jovens em todo o mundo.

O anúncio, publicado na edição online do jornal britânico The Times em dezembro, dizia respeito à campanha “The Cruise 2016”.

A imagem no centro da polémica mostrava uma manequim, encostada a uma parede e fotografada de perfil.

A BBC avança que a Gucci, porém, não concorda com a proibição e justificou o anúncio dizendo que tinha como alvo um público “mais velho e sofisticado” e insistiu que o corpo da modelo, Avery Blanchard, era apenas “fino e torneado”.

A marca italiana acrescentou ainda que a maquilhagem era apenas “natural” e que a iluminação era “quente, para garantir que não haveria nenhuma depressão causada pelas sombras". 

No passado, a ASA já proibiu anúncios de outras marcas por razões semelhantes. No último ano, a marca francesa Yves Saint Laurent, foi proibida de usar uma imagem em que a modelo tinha “pernas muito finas” e “costelas visíveis”.

Em maio de 2015, a ASA proibiu uma campanha da Miu Miu – pertencente à Prada – por considerar que a modelo "sensualizada de maneira imprópria para alguém eu parecia ser ainda uma criança".