O ministro da Imigração britânico, Robert Goodwill, anunciou, na terça-feira, que vai ser construído um muro de quatro metros de altura ao longo do campo que acolhe refugiados e migrantes junto ao porto de Calais. Na “Selva”, como é apelidado o terreno, vivem entre 7.000 e 9.000 pessoas, que aguardam luz verde do governo britânico para entrar no país.

A medida, justificada com a necessidade de garantir segurança aos condutores e passageiros, não tem sido, no entanto, isenta de críticas. Por exemplo, uma associação rodoviária britânica reagiu, dizendo, que este investimento “é um uso incauto do dinheiro dos contribuintes”, segundo a Sky.

A construção deste muro tem um orçamento estimado da ordem dos 2,2 milhões de euros, a retirar de um pacote anglo-francês de medidas para resolver o problema da imigração naquela fronteira, com 21 milhões de euros.

Já havia sido construída uma vedação, mas, tal não se revelou eficaz para os britânicos. Os migrantes continuam a tentar entrar no Reino Unido através dos camiões que passam no porto de Calais e os automobilistas queixam-se de agressões, alegadamente por moradores da “Selva”.

O anúncio do muro surge na mesma semana em que os habitantes de Calais, pequena vila francesa, fizeram um protesto pedindo a demolição da “Selva”. A decisão até já está tomada. Desde fevereiro que o governo francês procura acabar com aquele campo de refugiados.