Atualizado às 12:00

A situação nas ruas do Cairo, Egito, é caótica. O balanço oficial da operação policial para desmantelar os dois maiores acampamentos de apoiantes do Presidente deposto Mohamed Morsi, no Cairo, é de seis mortos e 26 feridos, segundo o Ministério da Saúde egípcio.

No entanto, a Irmandade Muçulmana, movimento islamita ao qual Morsi pertenceu até ser eleito Presidente, afirmou ter registado pelo menos 250 mortos e milhares de feridos, numa mensagem divulgada na rede social Twitter pelo porta-voz Gehad al-Haddad.

Os números da Irmandade Muçulmana não foram confirmados por fontes independentes. Um jornalista da AFP, perto do acampamento em Rabaa al-Adawiya, afirmou ter contado pelo menos 17 mortos, entre os manifestantes, e dois polícias. A BBC fala já em banho de sangue, mas assegura que ainda não há uma verificação independente do número de mortos.

Após o avanço das forças de segurança, a Irmandade Muçulmana apelou aos egípcios para saírem à rua e «pararem o massacre». A Reuters informa que segundo uma testemunha o exército abriu fogo contra manifestantes que atiravam pedras.

«Não é uma tentativa de dispersão, mas uma tentativa de esmagar de forma sangrenta qualquer voz que se opõe ao golpe de Estado militar. Rabaa apela aos egípcios para saírem à rua para pararem o massacre», disse o porta-voz da Irmandade Muçulmana Gehad el-Haddad numa mensagem divulgada também no Twitter.

Governo diz que controla um acampamento

O Ministério do Interior egípcio anunciou, entretanto, o «controlo total» pelas forças de segurança de um dos dois acampamentos de protesto dos apoiantes do Presidente islamita deposto no Cairo depois de uma operação policial.

A praça Al-Nahda está «totalmente sob controlo» e as «forças policiais conseguiram remover a maior parte das tendas» que se encontravam no local, refere o Ministério.

Segundo um oficial de segurança, citado pela agência AFP, dezenas de manifestantes que reclamam o regresso ao poder do Presidente deposto Mohamed Morsi foram detidos com a ajuda de residentes na área.

O embaixador português no Cairo garante que os portugueses estão bem, mas apela a que não se desloquem para as grandes cidades, onde estão a ocorrer os confrontos.

Apoiantes do Presidente deposto Mohamed Morsi do Egito incendiaram uma igreja católica em Sohag no centro do país como «represália» pela carga da polícia no Cairo, noticia a agência de notícias oficial MENA.

Os atacantes utilizaram cocktails molotov que foram atirados contra a igreja de Sohag, uma cidade na região centro do Egito onde vive uma considerável comunidade de cristãos coptas. A igreja ficou destruída pelas chamas.

O Ministério do Interior egípcio anunciou hoje o «controlo total» pelas forças de segurança de um dos dois acampamentos de protesto dos apoiantes do Presidente islamita deposto no Cairo depois de uma operação policial.