A União Europeia (UE) adotou uma nova estratégia de combate ao terrorismo, nomeadamente para «fazer face ao fenómeno dos combatentes estrangeiros e combatentes regressados» (especialmente no caso da Síria) de «teatros de operações de organizações terroristas».

A nova versão da estratégia da UE de «combate à radicalização e ao recrutamento para o terrorismo» foi adotada pelo Conselho de Justiça e Assuntos Internos, numa reunião hoje no Luxemburgo, na qual participou o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo.

A estratégia e plano de ação em vigor foram aprovados em 2005. «Desde então, registou-se uma significativa evolução ao nível das ameaças, e bem assim dos desafios, que se colocam, neste domínio, às autoridades competentes dos Estados-membros da União Europeia», o que obriga a novas medidas de prevenção e combate, diz um comunicado do Ministério da Administração Interna.

A versão revista da estratégia da UE tem, diz o comunicado, «um claro enfoque na promoção da segurança, da justiça e da igualdade de oportunidades» e a «luta contra a radicalização e o recrutamento, em particular através das novas tecnologias de informação e comunicação, procurando prevenir e combater as causas profundas que conduzem à associação, por parte de cidadãos e jovens europeus, à causa terrorista».

O Conselho analisou também, ainda de acordo com a mesma fonte, questões associadas às pressões migratórias nas fronteiras externas a sul e sudeste do espaço europeu (nomeadamente os casos de Lampedusa, Ceuta e Melila) e o futuro da Justiça e Assuntos Internos 2015-2019, para finalizar o projeto de orientações estratégicas a serem discutidas e adotadas pelo Conselho Europeu ainda este mês.