O primeiro-ministro britânico acaba de denunciar a demissão, na sequência do resultado do referendo britânico. O Brexit ganhou, com 51,9% dos britânicos votaram a favor da saída do Reino Unido da União Europeia.

À porta de Downing Street, Cameron disse que é preciso "saber respeitar" a decisão do povo. Cameron lutou contra este resultado "com cabeça e coração", mas os britânicos "decidiram seguir outro caminho". Por isso, "precisam de um novo primeiro-ministro", justificou.

Será ao novo chefe de Governo que caberá desencadear o processo para a saída da União Europeia, o que poderá levar dois anos. Cameron afirmou, portanto, que não será ele a encetar esse processo, mas ficará no cargo durante mais três meses até ao congresso do partido conservador.

Tentou, por outro lado, tranquilizar os mercados - que estão em queda livre -, dizendo vai fazer o que puder para "estabilizar o barco" e assegurando que o Reino Unido tem uma economia "forte".
 
Mostrando-se "muito orgulhoso" daquilo que fez como primeiro-ministro, defendeu que é preciso "enfrentar grandes decisões", não ignorá-las. 
 
O líder do partido UKIP, Nigel Farage, que fez campanha pelo Brexit, saudou o resultado como "dia da independência" do Reino Unido. O campo Remain chamou-lhe uma "catástrofe".