Lula da Silva volta a estar suspenso do cargo de ministro da Presidência. Ao final da tarde o juiz Luciano Tertuliano da Silva da Justiça Federal em Assis (São Paulo) aceitou uma nova liminar (providência cautelar) e, por isso, voltou a ser suspensa a posse do ex-Presidente no Governo de Dilma.

A anulação da suspensão da nomeação de Lula da Silva para o cargo de ministro da Presidência brasileiro que permitia a Lula assumir o cargo durou pouco mais de duas horas.

Recorde-se que, esta sexta-feira de manhã, o vice-presidente do Tribunal Regional Federal, o desembargador Reis Fride, indeferiu uma liminar (providência cautelar) da 6.ª Vara da Justiça Federal no Rio de Janeiro que suspendia a nomeação de Luiz Inácio Lula da Silva na chefia da Casa Civil, avançou a imprensa local.

A decisão surge na sequência do pedido apresentado pela Advocacia Geral da União (AGU), que defende o Governo brasileiro.

Na tarde de quinta-feira, a Advocacia-Geral da União (AGU) entregou um recurso da decisão do juiz Catta Preta, alegando que ele se tem envolvido pessoalmente no combate ao governo da Presidente Dilma Roussef, não tendo, por isso, agido de forma imparcial.

"Conforme apresentamos ao Tribunal Regional Federal, esse magistrado, contra o qual, pessoalmente, temos apenas que fazer elogios, tem-se engajado publicamente em uma militância política contra o governo de Dilma Rousseff", refere a defesa da Advocacia-Geral da União.

Nos últimos dias o país tem-se dividido entre os que pedem a demissão de Dilma Rousseff e a prisão de Lula da Silva e os que apoiam a atual e o ex-presidente.

Esta sexta-feira estão a decorrer, em vários estados brasileiros, várias manifestações em defesa do antigo presidente e de Dilma Rousseff. O Partido dos Trabalhadores brasileiro marcou ações de apoio em cerca de 46 cidades.

A cidade de São Paulo é palco incontornável nesta luta de popularidade que desceu à rua e onde Lula da Silva garantiu que ia marcar presença e acabou por aparecer. Não há registo de incidentes, mas esta manhã viveram-se momentos de tensão, quando a polícia usou canhões de água para dispersar manifestantes anti-governamentais, que se encontravam na Avenida Paulista.