O ex-Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva pediu este sábado a suspensão do inquérito que o investiga por tráfico de influências no Ministério Publico Federal em Brasília, alegando que houve irregularidades na abertura do processo.

Lula da Silva é investigado por supostamente favorecer a construtora Odebrecht a obter contratos durante viagens para África e na América Latina, entre 2011 e 2014, quando já não era chefe de Governo.

"Diante do espanto da abertura de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC), sem nenhum indício de crime, e isso está nos despachos dos procuradores, e pelas diversas irregularidades na abertura do PIC, os advogados do ex-presidente (...) apresentaram uma reclamação disciplinar ao Conselho Nacional do Ministério Público", informou o Instituto Lula, em nota, na noite de sexta-feira.

Além de pedir a suspensão do inquérito, os advogados de Lula solicitaram a avaliação da conduta do procurador Valtan Timbó Mendes Furtado, que pediu a abertura do PIC.

Segundo o Instituto Lula, o procurador violou deveres funcionais por interferir em uma apuração preliminar que estava a ser conduzida pela procuradora titular e por ter ignorado a manifestação de defesa do ex-Presidente.

Os advogados também criticam o procurador por tentar "promover a quebra de sigilo fiscal e de correspondência de Lula".

Segundo a revista Época, o Instituto Lula também solicitou junto da Procuradoria que a investigação decorra em sigilo, o que foi aprovado pelos procuradores.