O Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil, no poder, inscreveu sábado, no Tribunal Superior Eleitoral, a candidatura da Presidente Dilma Rousseff, que vai procurar a reeleição, nas eleições de 5 de outubro.

No último dia para registar as candidaturas na justiça eleitoral, o PT formalizou a candidatura de Dilma Rousseff, que tem o lema «Com a força do povo», coligação que reúne vários partidos da base aliada, que apoia a candidatura presidencial.

De acordo com a Lusa, os coordenadores da campanha e advogados do PT entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) toda a documentação requerida para a formalização da candidatura, registada com um limite de gastos de 298 milhões de reais (cerca de 100 milhões de euros), um montante superior em 75,2 por cento ao de 2010, quando Dilma Rousseff disputou e venceu as eleições.

O tesoureiro da campanha, Edinho Silva, no entanto, declarou aos jornalistas que não se cumprirá essa meta necessariamente e que, aplicando os fatores de correção da inflação, esse montante «não é alto», em comparação com o de há quatro anos.

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), na oposição, inscreveu igualmente a candidatura «Muda Brasil», do senador Aecio Neves, que terá como candidato a vice-presidente o também senador Aloysio Nunes.

O nome da coligação que reúne partidos da oposição é uma homenagem a Tancredo Neves, avô do candidato e que, em 1985, foi escolhido como presidente para a transição do poder entre a ditadura militar, que governava desde 1964, e o regresso à democracia no país.

A campanha do PSDB prevê gastos até 290 milhões de reais (cerca de 96 milhões de euros), 141,6 por cento superior ao valor estipulado para o candidato de 2010, José Serra.