As palavras da presidente reeleita centraram-se na promessa da abertura ao diálogo para uma reforma política, no combate à corrupção com o fim da impunidade e na paz e união do país que, apesar de um resultado eleitoral muito disputado, tem na voz de Dilma a promessa de mudança para melhor. 



A sala onde Dilma Rousseff fez o seu discurso de vitória, ouvia-se o povo gritar, em êxtase, como num estádio de futebol durante um golo da seleção brasileira. «Olé, olé, olé, olá! Dilma, Dilma!». Na intervenção feita num hotel de Brasília, ao lado do ex-presidente Lula da Silva, seu antecessor, fez um discurso de união de um país que claramente ficou dividido quanto a resultados eleitorais. Dilma conquistou 52% dos votos, Aécio ficou nos 48% - ambos separados por três milhões de eleitores.

Mas para ela agora interessa aproveitar uma das palavras mais ouvidas na campanha eleitoral: «mudança». E é por isso que, começou logo por afirmar, «o calor liberado no fervor da disputa pode e deve agora ser transformado em energia construtiva de um novo momento no Brasil».


«Pretendo liderar da forma mais pacífica e democrática esse momento transformador, estou disposta a abrir um grande espaço de diálogo, com todos os setores da sociedade, para encontrarmos as soluções mais rápidas para os nossos problemas», declarou a presidente reeleita.

A presidente disse que dará prioridade neste mandato a uma reforma política «que deverá mobilizar o Congresso Nacional e a sociedade em um plebiscito, para uma consulta popular».
A nível económico, prometeu assegurar a «valorização dos salários» e dar «impulso à atividade económica».