A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, prometeu, na quarta-feira, que vai lutar “em todas as trincheiras” para evitar a sua destituição, após o início do processo de impeachment no Senado.

Numa conferência de imprensa com bloggers de esquerda, Rousseff reiterou que o processo sobre a sua destituição é um “golpe” de Estado e uma “eleição indireta transvestida", segundo excertos da entrevista divulgados pelo Palácio do Planalto.

A Presidente disse que quem a quer substituir “e conspirou para isso” – numa alusão ao vice-presidente Michel Temer – carece de legitimidade, já que “a única forma de se legitimar em democracia é através do voto popular”, segundo as agências. 

Dilma quer lutar em todas as trincheiras e tem várias guerras

O Supremo Tribunal do Brasil aceitou, na quarta-feira, como prova no caso de corrupção da Petrobras uma confissão de um senador que implica a Presidente Dilma Rousseff, o seu antecessor, Lula da Silva, e o vice-presidente, Michel Temer.

A denúncia foi do senador Delcídio Amaral, ex-líder do partido do Governo (Partido Trabalhista, PT) na Câmara Alta, que foi detido e acusado de tentativa de obstrução à justiça, fazendo um acordo de colaboração com a justiça.

A prova foi adicionada à documentação do principal inquérito do caso de corrupção envolvendo a petrolífera estatal Petrobras, em que 39 políticos estão a ser investigados.