Dilma Rousseff, candidata à reeleição como presidente do Brasil pelo Partido dos Trabalhadores (PT), já reagiu aos resultados que a colocam em primeiro lugar na primeira volta e a disputar uma segunda volta com Aécio Neves (PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira). Subiu ao palco, num hotel em Brasília, ao lado do candidato a vice-presidente, Michel Temer, e acompanhada também dos ministros de Estado Aloizio Mercadante, Moreira Franco, Edison Lobão, Izabella Teixeira, José Eduardo Cardozo, Miguel Roseto, Ideli Salvati, Miriam Belchior, Ricardo Berzoini, Gilberto Carvalho, além do presidente do PT, Rui Falcão.

A candidata foi recebida com gritos de «1, 2, 3, é Dilma outra vez». Agradeceu aos apoiantes e aos eleitores. «A gente tem obrigação de agradecer ao eleitor, à eleitora, anônimos, que saíram de suas casas e foram às urnas registrar o seu voto. Me sinto como se deles tivesse recebido um recado: que eu devo seguir em frente, que eu devo continuar nessa luta junto com cada um desses eleitores e dessas eleitoras para mudar o Brasil», disse.

E não esqueceu Lula da Silva: «Sem o presidente Lula, eu não teria chegado onde cheguei, não teria realizado meu sonho de fazer um Brasil melhor». «Desde a luta pela resistência, nós dizíamos que “a luta continua”. E eu quero dizer isso aqui de novo: a luta continua», acrescentou.

Dilma Rousseff garantiu ter percebido «o recado das ruas e das urnas». «O povo brasileiro anseia por mais avanços e vê no projeto que eu represento a mais legítima e confiável força de mudança», considerou.

No discurso, Dilma insistiu na vontade de levar a cabo uma reforma política, que apelidou de «reforma das reformas». Sublinhou ainda que o seu Governo está baseado na «igualdade de oportunidades» e no «combate sem tréguas à corrupção» e que assim continuará num eventual segundo mandato.

A candidata não esqueceu a «tragédia» que foi a morte de Eduardo Campos, candidato do PSB, no acidente de viação em agosto. «Mas temos que seguir em frente», sublinhou.